Dança das cadeiras – E lá se foram 8 técnicos
Depois de dez rodadas, a tradicional “guilhotina” de treinadores do Campeonato Brasileiro-2009 já foi acionada sete vezes.
E os resultados da 10ª rodada da competição aumentaram significativamente esse número, com três técnicos afastados de seus
postos. Nesta segunda-feira, perderam seus cargos Carlos Alberto Parreira (Fluminense), Márcio Bittencourt (Náutico)
e Vagner Mancini (Santos).
Até o domingo, quatro treinadores tinham perdido seus empregos. O primeiro foi Geninho, que deixou o Atlético-PR após cinco
rodadas do Nacional-2009. Mas após pouco mais de um mês de férias forçadas, obteve uma recolocação: nesta segunda foi
anunciado como novo treinador do Náutico, no lugar de Márcio Bittencourt.
Também ficaram desempregados durante o Brasileirão deste ano Nelsinho Baptista (ex-Sport) e os consagrados Vanderlei
Luxemburgo (Palmeiras) e Muricy Ramalho (São Paulo).
Vagner Mancini não resistiu à derrota do Santos por 6 a 2 diante do Vitória Outras duas mudanças ocorreram em clubes que
disputam a Série A do Brasileirão, mas sem que houvesse demissão. Waldemar Lemos trocou o Náutico pelo Atlético-PR por
vontade própria. E Marcelo Rospide deixou o cargo que ocupava interinamente no Grêmio para a chegada de Paulo Autuori.
No Rio, se Parreira não resistiu nas Laranjeiras, os outros dois treinadores de clubes cariocas conseguiram passar por
momentos complicados e evitar a dispensa. Após a derrota por 5 a 0 para o Coritiba na sexta rodada, Cuca esteve seriamente
ameaçado, mas conseguiu se manter. O mesmo ocorreu com Ney Franco, que ganhou fôlego com a reação do Botafogo nas duas últimas
rodadas (quatro pontos ganhos em dois jogos fora de casa). René Simões teve o trabalho contestado no Coxa,
que chegou a ocupar a lanterna da competição, mas também preservou o posto com a recuperação do time na competição.
Além da vaga em aberto no Santos, existe a indefinição no Palmeiras. A diretoria ainda não decidiu se efetiva Jorginho no
cargo.

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