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História da Sociedade Esportiva Palmeiras

Escrito por edicarlos em sexta-feira, 27 novembro 2009Seja o primeiro a comentar!
Além dos tradicionais clubes que se apresentavam em torneios e campeonatos futebolísticos de São João da Boa Vista, no início dos anos 1920, quem mais se destacava era a Sociedade Esportiva Sanjoanense, por ter herdado quase todo o elenco vencedor da Associação Atlética São João e possuir um local para mandar seus jogos.
Porém, os praticantes do esporte que residiam nas imediações do Largo das Palmeiras – atual Praça Cel. José Pires de Aguiar – sentindo uma certa marginalização e não visualizando oportunidade para ingressar no “quadro” da Esportiva, reuniram-se para oficializar a fundação de um novo clube na cidade.
Famílias abastadas moravam nas imediações do bairro, como os Cabrais, Batista, Nicolau, Molinari, Cecílio, Conrado, Rosa, Maríngolo, Anfe, Abdal, Martarello, Cassiano, Garcia, Giovanetti, Pomeranzi, Turato, Backstron, Zucarelo, Mendes, Arrigucci, Carbonara, Mourão, Ferrari, Brás, Torres, Greco, Sibim, Jacob e Fanelli, somente para citar algumas mais conhecidas.
No dia 12 de janeiro de 1924, na residência do capitão Manoel João Batista, situada no Largo das Palmeiras, reuniram-se os desportistas Santos Lanzac Toha, José Ferreira Abdal, Gustavo Backstrom, Antonio Batista, Romano Turato, Manoel Garcia, João Cecílio, Atílio Rubbo, Guilherme Stêfane, Francisco Neves, João Christiano Luhmann, Manoel dos Santos Cecílio, Napoleão Conrado, Nero Pomeranzi e Antonio Martins, com o principal objetivo de tratar da fundação de uma sociedade esportiva e recreativa.
Nascia ali o Palmeiras Futebol Clube, que, conforme o estabelecido na reunião, cultivaria a preferência pelo futebol amador, além da participação de festas esportivas e proporcionar a seus futuros associados divertimentos recreativos em sua sede social, logo que esta fosse organizada. Como cores do uniforme do clube, ficou definido pelo preto e branco.
Foi então adquirido um terreno na Vila Manoel Cecílio, imediações da linha férrea e do Rio Jaguari, para a construção do campo de futebol. Ali, nas décadas de 30 e 40, o Palmeiras foi realizando suas partidas de futebol que, aos domingos, era ponto de encontro obrigatório dos aficcionados do alvi-negro.
Uma bela história, através das décadas
Com o fortalecimento e consolidação do Palmeiras no cenário futebolístico sanjoanense, jogadores dos mais categorizados da cidade e região se interessaram em defender o clube, que passou a montar times inesquecíveis, especialmente a partir da década de 50. Nesta seqüência de registros fotográficos, vamos contar uma parte da maravilhosa história e conquistas do Palmeiras Futebol Clube, que se tornou uma das mais tradicionais e conhecidas agremiações do interior paulista..
Inauguração do estádio, em 1955
Jogando desde a fundação no “campo”, o Palmeiras sentiu a necessidade, na metade da década de 50, de alcançar patamares mais altos, ou seja, a transformação da praça de esportes num estádio, com portões de entrada, cabines de imprensa, arquibancadas, alambrado e vestiários à altura do sucesso que a agremiação atingia.
Com a colaboração de pessoas obstinadas e fervorosos pameirinos, no dia 6 de março de 1955, deu-se a inauguração das novas instalações.
Na manhã de sábado, dia 5, o prefeito municipal João Ferreira Varzim procedeu à inauguração e abertura dos portões principais do Estádio “Getúlio Vargas Filho” – com a benção do Vigário da Paróquia, Monsenhor Antonio David -, apresentação das novas cabines para imprensa e rádio, além do descerramento de placas comemorativas.
À noite, foi oferecido um coquetel aos convidados, entre os quais o vice-governador do estado – General Porfírio da Paz -, Mário Frugiuelle, presidente da Federação Paulista de Futebol, Carlos Joel Nelli, diretor de A Gazeta Esportiva e ao sanjoanense Elisiário Petrus, do jornal paulistano O Esporte.
Jogos inaugurais
Para o período da tarde de domingo, 6 de março de 1955, a diretoria alvi-negra reservou uma grande jornada futebolística, com três partidas amistosas: a primeira, envolvendo Veteranos do Palmeiras e da Sociedade Esportiva Sanjoanense. No segundo jogo, Rio Branco de Andradas contra a Vargeana, de Vargem Grande do Sul e, como “prato principal”, o Palmeiras Futebol Clube – que tinha os jogadores Dúsca, Zizi, Mané, Cascata, Zezé Virga, Lindóia, João Bacana, Bico Doce, Zé Côco, Jair Rosa, Campineiro, João Minhoca, Dino Célio, Faé, Efraim, Lospico, Lilo Cassine, Nérinho, Jaú, Zé Carlos e Goél, entre outros, enfrentando o Guarani de Campinas, que trouxe a São João alguns craques de renome como Paulo, Dirceu, Dalmo Gaspar, Palante, James, Godê, Dido, Augusto, Fifi e Piolim. O Bugre campineiro venceu a partida por 5 a 1.
Chega a vez dos refletores
Graças à abnegação de um grupo de dirigentes amantes do clube, encabeçados por Cezidio Gonçalves Neves, arrecadou-se, em 1962, uma quantia suficiente para iluminar o estádio do Palmeiras. Os quatro enormes postes foram trazidos de São Paulo numa carreta adaptada, gentilmente transportada por Orlando (Landão) Farnetani.
No jogo festivo de inauguração dos refletores, o Palmeiras contou com o elenco abaixo: em pé, o presidente do clube, João Batista Bernardes (João Lúcio), Teté, Oscar, Boínha, Lindóia, Mauricio Azevedo, Paschoal Fiori, Baltazar, Osvaldinho, Santo Antonio e o diretor Agenor Adolfo de Lima (Geléia); agachados, Natinho Finazzi, Loiro, Faé, Cidinho, William, Fernando e Dario.
A grande fase de Mirandinha
Em 1977, o Palmeiras adquiriu junto à Ponte Preta o então desconhecido atacante Mirandinha, pago, em parte, com a arrecadação de uma partida amistosa na General Carneiro contra a Macaca, na época o melhor time do futebol brasileiro.
Em 1979, enfim, o artilheiro mostrou todo seu potencial, levando o alvi-negro à conquista da 1ª Divisão do Campeonato Paulista, com acesso à Intermediária. Após o título, Mirandinha foi vendido ao Botafogo carioca, passou pelo Palmeiras, Cruzeiro, Portuguesa, Cruzeiro e Seleção, sendo o primeiro jogador brasileiro na história contratado pelo futebol inglês, atuando no New Castle.
Revelação da década de 80: Quinho
Surgido nas equipes de base do Rosarinho, Marcos César de Oliveira – o Quinho -, começou a destacar-se no Palmeiras em 1980, com 14 anos. Em 85, foi convocado pelo treinador Jair Pereira para a Seleção Brasileira de Juniores, despertando o interesse do São Paulo, para onde seguiu ao lado do quarto-zagueiro Zé Carlinhos. No Tricolor, sagrou-se campeão paulista e brasileiro, em 87, atuando ao lado de craques de renome nacional como Careca, Muller, Silas, Pita, Gilmar, Oscar, Dario Pereira, Ronaldo e Falcão, entre outros.
Anos 90: surge Finazzi, o artilheiro
O último grande jogador revelado pelo Palmeiras, de renome nacional, foi o atacante Alexandre Finazzi, no inicio da década de 90, então com 17 anos. Despontando como goleador, Finazzi foi figura destacada na campanha do campeonato daquele ano, não em busca do título do certame, mas livrando o alvi-negro do rebaixamento.
Seus gols salvaram o time da “degola”, despertando o interesse do Guarani. Interrompeu a carreira por alguns anos para cursar engenharia, voltando com a corda toda após 1997 e correndo o Brasil e o exterior – jogou na França e no Japão – balançando as redes adversárias. Seu último grande feito foi a artilharia do Campeonato Paulista de 2005, com 17 gols, jogando pelo América de São José do Rio Preto.

Além dos tradicionais clubes que se apresentavam em torneios e campeonatos futebolísticos de São João da Boa Vista, no início dos anos 1920, quem mais se destacava era a Sociedade Esportiva Sanjoanense, por ter herdado quase todo o elenco vencedor da Associação Atlética São João e possuir um local para mandar seus jogos.

Porém, os praticantes do esporte que residiam nas imediações do Largo das Palmeiras – atual Praça Cel. José Pires de Aguiar – sentindo uma certa marginalização e não visualizando oportunidade para ingressar no “quadro” da Esportiva, reuniram-se para oficializar a fundação de um novo clube na cidade.

Famílias abastadas moravam nas imediações do bairro, como os Cabrais, Batista, Nicolau, Molinari, Cecílio, Conrado, Rosa, Maríngolo, Anfe, Abdal, Martarello, Cassiano, Garcia, Giovanetti, Pomeranzi, Turato, Backstron, Zucarelo, Mendes, Arrigucci, Carbonara, Mourão, Ferrari, Brás, Torres, Greco, Sibim, Jacob e Fanelli, somente para citar algumas mais conhecidas.

No dia 12 de janeiro de 1924, na residência do capitão Manoel João Batista, situada no Largo das Palmeiras, reuniram-se os desportistas Santos Lanzac Toha, José Ferreira Abdal, Gustavo Backstrom, Antonio Batista, Romano Turato, Manoel Garcia, João Cecílio, Atílio Rubbo, Guilherme Stêfane, Francisco Neves, João Christiano Luhmann, Manoel dos Santos Cecílio, Napoleão Conrado, Nero Pomeranzi e Antonio Martins, com o principal objetivo de tratar da fundação de uma sociedade esportiva e recreativa.

Nascia ali o Palmeiras Futebol Clube, que, conforme o estabelecido na reunião, cultivaria a preferência pelo futebol amador, além da participação de festas esportivas e proporcionar a seus futuros associados divertimentos recreativos em sua sede social, logo que esta fosse organizada. Como cores do uniforme do clube, ficou definido pelo preto e branco.

Foi então adquirido um terreno na Vila Manoel Cecílio, imediações da linha férrea e do Rio Jaguari, para a construção do campo de futebol. Ali, nas décadas de 30 e 40, o Palmeiras foi realizando suas partidas de futebol que, aos domingos, era ponto de encontro obrigatório dos aficcionados do alvi-negro.

Uma bela história, através das décadas

Com o fortalecimento e consolidação do Palmeiras no cenário futebolístico sanjoanense, jogadores dos mais categorizados da cidade e região se interessaram em defender o clube, que passou a montar times inesquecíveis, especialmente a partir da década de 50. Nesta seqüência de registros fotográficos, vamos contar uma parte da maravilhosa história e conquistas do Palmeiras Futebol Clube, que se tornou uma das mais tradicionais e conhecidas agremiações do interior paulista..

Inauguração do estádio, em 1955

Jogando desde a fundação no “campo”, o Palmeiras sentiu a necessidade, na metade da década de 50, de alcançar patamares mais altos, ou seja, a transformação da praça de esportes num estádio, com portões de entrada, cabines de imprensa, arquibancadas, alambrado e vestiários à altura do sucesso que a agremiação atingia.

Com a colaboração de pessoas obstinadas e fervorosos pameirinos, no dia 6 de março de 1955, deu-se a inauguração das novas instalações.

Na manhã de sábado, dia 5, o prefeito municipal João Ferreira Varzim procedeu à inauguração e abertura dos portões principais do Estádio “Getúlio Vargas Filho” – com a benção do Vigário da Paróquia, Monsenhor Antonio David -, apresentação das novas cabines para imprensa e rádio, além do descerramento de placas comemorativas.

À noite, foi oferecido um coquetel aos convidados, entre os quais o vice-governador do estado – General Porfírio da Paz -, Mário Frugiuelle, presidente da Federação Paulista de Futebol, Carlos Joel Nelli, diretor de A Gazeta Esportiva e ao sanjoanense Elisiário Petrus, do jornal paulistano O Esporte.

Jogos inaugurais

Para o período da tarde de domingo, 6 de março de 1955, a diretoria alvi-negra reservou uma grande jornada futebolística, com três partidas amistosas: a primeira, envolvendo Veteranos do Palmeiras e da Sociedade Esportiva Sanjoanense. No segundo jogo, Rio Branco de Andradas contra a Vargeana, de Vargem Grande do Sul e, como “prato principal”, o Palmeiras Futebol Clube – que tinha os jogadores Dúsca, Zizi, Mané, Cascata, Zezé Virga, Lindóia, João Bacana, Bico Doce, Zé Côco, Jair Rosa, Campineiro, João Minhoca, Dino Célio, Faé, Efraim, Lospico, Lilo Cassine, Nérinho, Jaú, Zé Carlos e Goél, entre outros, enfrentando o Guarani de Campinas, que trouxe a São João alguns craques de renome como Paulo, Dirceu, Dalmo Gaspar, Palante, James, Godê, Dido, Augusto, Fifi e Piolim. O Bugre campineiro venceu a partida por 5 a 1.

Chega a vez dos refletores

Graças à abnegação de um grupo de dirigentes amantes do clube, encabeçados por Cezidio Gonçalves Neves, arrecadou-se, em 1962, uma quantia suficiente para iluminar o estádio do Palmeiras. Os quatro enormes postes foram trazidos de São Paulo numa carreta adaptada, gentilmente transportada por Orlando (Landão) Farnetani.

No jogo festivo de inauguração dos refletores, o Palmeiras contou com o elenco abaixo: em pé, o presidente do clube, João Batista Bernardes (João Lúcio), Teté, Oscar, Boínha, Lindóia, Mauricio Azevedo, Paschoal Fiori, Baltazar, Osvaldinho, Santo Antonio e o diretor Agenor Adolfo de Lima (Geléia); agachados, Natinho Finazzi, Loiro, Faé, Cidinho, William, Fernando e Dario.

A grande fase de Mirandinha

Em 1977, o Palmeiras adquiriu junto à Ponte Preta o então desconhecido atacante Mirandinha, pago, em parte, com a arrecadação de uma partida amistosa na General Carneiro contra a Macaca, na época o melhor time do futebol brasileiro.

Em 1979, enfim, o artilheiro mostrou todo seu potencial, levando o alvi-negro à conquista da 1ª Divisão do Campeonato Paulista, com acesso à Intermediária. Após o título, Mirandinha foi vendido ao Botafogo carioca, passou pelo Palmeiras, Cruzeiro, Portuguesa, Cruzeiro e Seleção, sendo o primeiro jogador brasileiro na história contratado pelo futebol inglês, atuando no New Castle.

Revelação da década de 80: Quinho

Surgido nas equipes de base do Rosarinho, Marcos César de Oliveira – o Quinho -, começou a destacar-se no Palmeiras em 1980, com 14 anos. Em 85, foi convocado pelo treinador Jair Pereira para a Seleção Brasileira de Juniores, despertando o interesse do São Paulo, para onde seguiu ao lado do quarto-zagueiro Zé Carlinhos. No Tricolor, sagrou-se campeão paulista e brasileiro, em 87, atuando ao lado de craques de renome nacional como Careca, Muller, Silas, Pita, Gilmar, Oscar, Dario Pereira, Ronaldo e Falcão, entre outros.

Anos 90: surge Finazzi, o artilheiro

O último grande jogador revelado pelo Palmeiras, de renome nacional, foi o atacante Alexandre Finazzi, no inicio da década de 90, então com 17 anos. Despontando como goleador, Finazzi foi figura destacada na campanha do campeonato daquele ano, não em busca do título do certame, mas livrando o alvi-negro do rebaixamento.

Seus gols salvaram o time da “degola”, despertando o interesse do Guarani. Interrompeu a carreira por alguns anos para cursar engenharia, voltando com a corda toda após 1997 e correndo o Brasil e o exterior – jogou na França e no Japão – balançando as redes adversárias. Seu último grande feito foi a artilharia do Campeonato Paulista de 2005, com 17 gols, jogando pelo América de São José do Rio Preto.


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